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Desclassificação ?

Amigos ,

Resolvi escrever antes da vitória, ou melhor...

Antes do Vitória.

Sim, pois queria aproveitar o momento sem a influencia de outra peleja.

Depois do jogo contra o time de três cores gaúcho, tive de rever meus conceitos.

Pensar e pensar e pensar.

Assisti ao jogo com meus amigos Tricolores de Fortaleza, local aprazível e que esta servindo de exilio nestes tempos de economia difícil.

Como de costume, Betão , Firmino, Marcelo e Euber discordavam do Dudu.

Mas até ai tudo normal...

Só não aguentei quando Dudu afirmou que estávamos bem administrados e que qualquer outro presidente teria só piorado a situação atual.

Não concordo e trocamos argumentos...

Tudo isso para colocar em segundo plano o vexame que passava na telinha.

Buscávamos motivos para transformar aquela noite em algo mais produtivo do que torcer pelo intorcível...

Mas ao fundo, quase de maneira imperceptível graças ao diretor de imagem da Fox, começávamos a perceber um coro.

Devia ser da torcida do Gremio, afinal estavam se classificando em pleno Mario Filho.

Continuávamos discutindo as mazelas presidenciais quando o locutor da Fox , de maneira bastante firme , afirmou que nunca tinha visto isso....uma torcida alucinadamente eufórica diante de uma derrota eminente.

Pairou um silencio entre nós e de forma automática todos vitralizaram a tv.

Era realmente impressionante as imagens que assistíamos e o som que brotava dos pulmões Tricolores.

Víamos as mais diversas idades, cantando unissonicamente as mais variadas musicas de apoio e exaltação à um Clube que estava naquele momento sendo eliminado da competição !

Foram minutos de extrema euforia e contagiou a todos que testemunharam.

Recebi os mais diversos textos e vídeos.

Li e ouvi os mais diversos comentários.

Não sou de copiar textos anônimos , não por despeito mas por gostar de escrever e respeitar a autoria de quem consegue colocar em palavras aquilo que sente.

Mas.

Não tive como resistir em divulgar o maravilhoso texto que recebi no whatsapp e que traduziu com uma perfeição cirúrgica aquele sentimento que experimentamos.

Como homenagem segue abaixo seu conteúdo e destaco a importância que nós, anônimos torcedores, possuímos neste clube chamado Fluminense.

"Cheguei cedo ao Maracanã como nunca aconteceu antes. Faltava ainda uma hora para o jogo e entre rampas e túneis, escolhi ficar em um local não muito comum. Sei lá, não queria muvuca hoje. Talvez fosse um sinal. E então o jogo começou: o juiz expulsa um nosso, o Grêmio faz um e logo depois faz dois. Mata o jogo. Mata a classificação. O Maracanã murcha. De repente do meu lado esquerdo ouço gritos desenfreados de NENSE enquanto do meu lado direito ouço vaias e xingamentos de todos os tipos. Eu, bem ali no meio, sou um pouco dos dois naquele momento. Quero cantar, mas quero xingar quem tá cantando. Quero xingar, mas quero aplaudir quem canta. A dualidade me deixa confuso e no intervalo eu simplesmente escolho descer ao setor inferior, coisa que raramente fiz nesse tal "novo" Maracanã. Foi a melhor decisão. Assisto o segundo tempo sentado, sem forças para cantar e nem para ir embora. Quero só estar ali. Marcar presença. Mas aí aqueles torcedores que ficavam ao meu lado esquerdo não querem saber disso. Cantam. Apoiam. Empurram. De repente, todo o Maracanã parece estar jogando junto. Menos aquele lado direito que ainda insiste em xingar e vaiar. Penso: torcer é realmente uma coisa de maluco! Antes eu tava puto com tudo. Agora tô rindo com o menino de uns 3 anos que tava na minha frente pulando e cantando todas as músicas. O jogo parece não existir mais. Estamos ali simplesmente pelo ato de torcer. Cantamos todas as músicas. Gritamos o nome dos jogadores que merecem. E, ironicamente, gritamos olé quando conseguimos trocar uns 5 passes. Saio do estádio com um sentimento que não sei definir. Na saída encontro um grupo de torcedores do Grêmio antes de entrar no metrô. Eles me parabenizam pela "minha" torcida e dizem que nunca viram isso antes na vida. E que na "Arena isso jamais aconteceria". Ainda não sei o que pensar. Depois eles perguntam como é "aquela música do meu coração acelera", eu os ensino. Eles agradecem e me parabenizam de novo. Eu os parabenizo pela vaga. Um deles me abraça e diz: nós ganhamos o jogo, mas os verdadeiros vencedores hoje foram vocês.

E só sabe disso quem entende que torcer é algo inexplicável. Vou embora agora entendendo as coisas. E transbordando de orgulho daquele lado esquerdo." ( autor desconhecido)

ST

Julio Drummond

Julio Drummond
Fonte: ddjr2003@hotmail.com

 
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