Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Peter Siemsen
Por: Cezar Motta (22/08/2107)

O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN:

SF – PETER, VOCÊ É RECONHECIDAMENTE UM DOS MELHORES ADVOGADOS DO PAÍS EM SUA ÁREA DE ESPECIALIZAÇÃO, UM PROFISSIONAL DE SUCESSO. POR QUÊ QUER SER PRESIDENTE DO FLUMINENSE, CERTAMENTE UMA FONTE DE DORES DE CABEÇA?
PETER – Eu quero ser presidente do Fluminense pelo simples fato de que o Flu de hoje não é o que nós conhecemos. A organização e a base que fizeram com que o Fluminense fosse reconhecido como um dos maiores e melhores clubes do Brasil já não existe há muito tempo. E eu, como tricolor, conhecedor da administração do clube, me sinto hoje pronto para promover uma mudança de cultura e de métodos muito séria na gestão do clube, e colocar o Flu de novo na rota do crescimento, seja no futebol, seja na parte social.
SF – VOCÊ ACHA QUE TRÊS ANOS DE MANDATO SERÃO SUFICIENTES PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DO FLUMINENSE, QUE TEM UMA DÍVIDA SUPERIOR A 200 MILHÕES, E QUE É ABSURDA SE COMPARADA À RECEITA DO CLUBE?
PETER – Na verdade, três anos serão para abrir a porta. Será preciso um trabalho de mais longo prazo, porque um crescimento consistente exige muito mais do que isso. O importante nos três anos é implantar as medidas que coloquem o clube nos trilhos, na rota do crescimento. Precisamos de mudanças sérias na cultura e na gestão, que reduzam os custos e melhorem a eficiência, a performance do Fluminense, e devolvam a credibilidade perdida. Temos um planejamento muito criterioso que está sendo desenvolvido por gente até mesmo de fora do clube com vistas aos primeiros dias de administração, ao curto prazo, às emergências, para só então dar início ao grande projeto de longo prazo.
SF – ANTES DE FALARMOS DE SEU PROJETO DE SANEAMENTO E MODERNIZAÇÃO, UMA PERGUNTA SOBRE FUTEBOL, JÁ QUE ESTE É UM SITE DE TORCEDORES: SE FOR ELEITO, VOCÊ ENCARA LONGO EM SEGUIDA UMA LIBERTADORES. ALGUM PLANO ESPECIAL, OU VAI MANTER O PLANEJAMENTO DA UNIMED?
PETER – Mexer ou modificar tudo agora seria complicado, até porque já vem planejando o futebol do clube ao longo do ano, já ganhamos um título este ano. Não conheço os planos da Unimed para a Libertadores, mas tenho a certeza de que, no tempo certo, o planejamento e a montagem da equipe serão desenvolvidos para que o Flu tenha um excelente desempenho na competição.
SF – UM DOS SEUS PROJETOS É A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL DO FLUMINENSE EM EMPRESA, INCLUSIVE COM ABERTURA DE CAPITAL, PARA CAPTAR INVESTIMENTOS. É ISSO?
PETER – Com certeza. Esse é um dos pontos principais do meu projeto para o Fluminense, separar o clube social e os esportes olímpicos da empresa futebol. O futebol é hoje claramente um negócio, com receitas muito superiores às de um clube apenas social, e que precisa de um tratamento especial, uma gestão 100% profissional. O clube social e o esporte amador são geridos pelos seus sócios, que usam suas instalações e suas escolinhas. Eu vou trabalhar duro para que tenhamos a empresa de futebol do Fluminense e para que possamos usar de todos os mecanismos possíveis para atrair investidores, parceiros, e que eventualmente possamos fazer um lançamento de ações no mercado. Até mesmo a torcida, por exemplo, através da criação de uma associação, de um sindicato, poderia ocupar uma cadeira no conselho diretor da empresa futebol.
SF – E ISSO SERIA POSSÍVEL JÁ NOS PRIMEIROS TRÊS ANOS, PERGUNTA QUE VEM ACOPLADA É SE A EMPRESA VIRIA LIMPA DAS DÍVIDAS FISCAIS E TRABALHISTAS QUE SE ACUMULARAM AO LONGO DE TODOS ESSES ANOS?
PETER – A empresa seria para uma segunda etapa do processo de saneamento e recriação do clube Fluminense. A primeira fase seria de medidas de emergência, de identificação dos problemas mais graves, já que temos conhecimento de algumas coisas, mas não temos conhecimento de tudo, porque há dados sigilosos e que são mantidos como segredo por quem administra o clube. Em seguida, partiríamos para reorganizar e planejar o pagamento da dívida, implantar as medidas de austeridade e de transparência. Só depois seria possível iniciar o projeto do futebol empresa, sem riscos, com os pagamentos viabilizados. O Fluminense precisa voltar a ter credibilidade.
SF – VOCÊ PRETENDE INICIAR O PAGAMENTO DAS DÍVIDAS VELHAS ACUMULADAS AO LONGO DOS ÚLTIMOS 20 ANOS,, E PAGAR AS VINCENDAS JÁ NO PRIMEIRO MÊS DE PRESIDÊNCIA, SE FOR ELEITO?
PETER – Lógico que esse seria um objetivo meu, mas temos a clareza de que no primeiro mês não é possível dar tal garantia. Mas tenho certeza de que já nos primeiros três meses estaremos pagando os encargos, administrando o caixa do Fluminense, do seu CNPJ. O problema é que o valor mensal dos encargos, que não são pagos, chega a 600 mil reais. Precisamos urgentemente reduzir esse valor, e isso vai demandar pelo menos três meses. Isso é fundamental para que possamos usufruir dos benefícios da Timemania, que exige pagamento em dia dos tributos que vencem.
SF – HOJE, O FLU NÃO PODERIA SE BENEFICIAR DA TIMEMANIA, PORQUE NÃO PAGA EM DIA OS TRIBUTOS QUE VENCEM TODO MÊS?
PETER – Sim, e a Timemania oferece algumas facilidades muito interessantes e que temos que aproveitar, como os parcelamentos, a redução das multas aplicadas, e o fato de que, no primeiro ano, não precisamos pagar a parcela integral da dívida. Podemos pagar um valor mais baixo durante um ano, prazo para que os clubes se reorganizem, reduzam gastos e ganhem fôlego. A partir do décimo terceiro mês, tenho a mais absoluta certeza de que estaremos em condições de assumir o pagamento da parcela exigida da dívida antiga e manter em dia nossas obrigações vincendas. Hoje, seria impossível, pagar 600 mil por mês não é viável para clube nenhum do país. Mas nós vamos entrar trabalhando duro, de forma austera e objetiva, para que possamos nos viabilizar por meio da Timemania.
SF – VOCÊ TEM DITO TAMBÉM QUE A ADMINISTRAÇÃO DO FLUMINENSE TEM QUE SER AMBÍGÜA, COM UMA PARTE COM METAS, EXIGÊNCIA DE DESEMPENHO, LUCROS E PERFORMANCE, QUE SERIA O FUTEBOL PROFISSIONAL; E A OUTRA O CLUBE SOCIAL. COMO SE FAZ ISSO, E VOCÊ VAI TAMBÉM ACABAR COM O CAIXA ÚNICO?
PETER – Na verdade, eu nem diria que o clube tem um caixa único absoluto. Se observarmos bem, veremos que há diversos orçamentos em áreas independentes, coisa que tem a legalidade questionada em várias áreas. O fato é que, na chegada, teremos que administrar um caixa único, até tomar pé da situação. A separação do futebol do resto do clube vai exigir um trabalho de reorganização. Precisaríamos ter um fluxo de caixa adequado na chegada, para conter a sangria, evitar o aumento da dívida, e permitir o segundo passo, que será a independência do futebol, a criação da empresa, separada do clube social e dos esportes olímpicos. Teremos então um futebol realmente profissional, com metas, performance, como negócio. É fundamental que o Flu se reestruture dessa maneira, como uma empresa do setor de entretenimento, que é o futebol. Assim, poderemos usufruir de todas as possibilidades do mercado brasileiro do futebol, nas divisões de base também, atendendo e tratando melhor o nosso cliente fidelizado que é o torcedor do Fluminense, e mostrando aos investidores que o Flu está diferente, é confiável, tem credibilidade, e que tem grande potencial.
SF – VOCÊ TEM DITO TAMBÉM QUE SERIA POSSÍVEL CONTRATAR GRANDES JOGADORES COM O LANÇAMENTO DE DEBÊNTURES NO MERCADO E QUE SERIAM ADQUIRIDAS PELO TORCEDOR.
PETER – Sem dúvida, existem diversas possibilidades no mercado financeiro que podem ser utilizadas por uma empresa bem organizada, com credibilidade, com bons parceiros. Poderíamos utilizar mecanismos de longo prazo para obter benefícios imediatos, como a compra dos direitos federativos de um grande jogador. Tudo isso está sendo planejado.
SF – E OS ESPORTES OLÍMPICOS EM QUE O FLU SEMPRE TEVE TRADIÇÃO, COMO VÔLEI, BASQUETE, ESPORTES AQUÁTICOS, TERIAM PATROCÍNIO E RECEITA PRÓPRIOS?
PETER – Sem dúvida, os esportes olímpicos têm uma maneira hoje de ser administrados que é diferente do clube social, e é diferente do futebol. É outra realidade. Já temos diversas facilidades oferecidas até pelo governo, como a Lei de Incentivo aos Esportes recentemente sancionada pelo presidente da República, e que vão ajudar o esporte amador e o esporte olímpico. Mas são atividades que precisam de quem entende do assunto. Não é só o benefício fiscal para que levemos o esporte a áreas carentes, a desenvolver projetos sociais. Isso é importante e vamos fazer. Mas precisamos também de quem tem competência para planejar o bom uso dos recursos que vamos conseguir, para desenvolver e melhor a estrutura do clube, suas instalações esportivas.
POR FALAR NISSO, E VOLTANDO AO FUTEBOL, VOCÊ TEM DITO QUE O FLUMINENSE TEM CONDIÇÕES DE CONSTRUIR SEU PRÓPRIO ESTÁDIO, DESDE QUE SE ORGANIZE E SE TORNE NOVAMENTE VIÁVEL, UMA EMPRESA.
PETER – Sem dúvida, o Flu teria totais condições de buscar parceiros que criem as condições de construção de um estádio próprio, eu vejo com bons olhos a possibilidade. Não é uma promessa vã, desde que seja um projeto estruturado, com previsão de receita pelo uso da área de estacionamento, do entorno do estádio, enfim, fontes de receita que garantam a manutenção e o custeio do estádio mesmo fora da temporada de jogos. A bilheteria dos jogos teria que ser receita do clube, e não para manutenção do estádio. Este estádio teria que ser auto-suficiente, auto-sustentável.
SF – E XERÉM, ,VOCÊ ACHA ADEQUADO O QUE ESTÁ SENDO FEITO LÁ, HÁ REALMENTE UM GANHO PATRIMONIAL COM A ÁREA DESTINADA AO CT, O HOTEL TELÊ SANTANA?
PETER - É impossível saber se há ganho patrimonial e imobiliário porque os contratos de cessão de terreno não foram disponibilizados, ninguém tem conhecimento, nem os conselheiros. Esse é um dos pontos de que precisarei tomar conhecimento logo depois da posse, e prometo transparência, explicar tudo aos sócios e torcedores do Fluminense, em que condições assumimos aquela área. Preciso entender, conhecer os compromissos que o clube assumiu ali e ver se é ou não um bom negócio. Quanto ao hotel, todos sabemos que não oferece mínimas condições para o futebol profissional. Tanto que os jogadores continuam concentrando-se em hotéis da Zona Sul do Rio de Janeiro. O que me preocupa é que o Flu é hoje um clube deficitário, que vive no vermelho, no prejuízo, que não paga suas contas. Então, não vejo como o clube poderia agora dispor de uma soma considerável para dar aos seus profissionais condições de trabalho ideal, reformar o Hotel Telê Santana e dotar o CT das condições exigidas para um trabalho de alto nível. Então, uma das metas da chegada à presidência é uma análise rápida da situação jurídica do clube com a Prefeitura, que cedeu o terreno, e uma busca imediata de parceiros que possam investir e melhorar o hotel e ajudar a construir um CT de primeiro mundo.
SF – VOCÊ ACHA XERÉM O LOCAL ADEQUADO PRA RECEBER O FUTEBOL PROFISSIONAL DO FLU? HÁ QUEM ACHE MUITO DISTANTE, O QUE PROVOCARIA REJEIÇÃO DE PROFISSIONAIS CONSAGRADOS NO MERCADO.
PETER – Olha, é difícil avaliar. A gente teria que examinar o que está sendo oferecido, a forma como isso está sendo feito e se valeria a pena realizar benfeitorias, se valeria o risco de se investir pesado ali, se isso representaria mesmo um benefício técnico e patrimonial. Agora, com relação à distância, garanto que se o Fluminense realmente se profissionalizar, oferecer condições de trabalho e estrutura de primeiro mundo, um projeto vencedor, tenho certeza de que nenhum jogador ou treinador vai reclamar de dirigir até Xerém, até porque não é tão longe assim. A distância não é problema, garanto.
SF – QUAL É O SEU PROJETO PARA O VELHO ESTÁDIO MANOEL SCHWARTZ, O ESTADINHO DA LARANJEIRAS? É UM ELEFANTE BRANCO HOJE OU NÃO/
PETER – O nosso velho estádio tem uma importância histórica inestimável, foi o primeiro construído no Brasil para receber uma competição internacional, o Sul-Americano de Seleções, em 1919, tem o carinho de todo tricolor e de todo carioca. Mas hoje, infelizmente, não tem mínimas condições de receber jogos oficiais de futebol. A região também se modificou muito. Ou seja, o estádio pode trazer vários benefícios ao Fluminense, mas nenhum relacionado ao futebol profissional. Como fica ao lado do Palácio Guanabara, teremos que negociar com o governador, examinar algumas possibilidades e buscar parcerias. Por exemplo, parte do terreno deve ser destinada ao lazer dos sócios e à prática de esportes olímpicos, sempre com vistas a aumentar o número de sócios. Há muitas queixas de que o clube não oferece mais conforto e alternativas para os associados. Há ainda reclamações sobre o fato de que o parque aquático, muito antigo, é dividido entre escolinhas, lazer e treinamento olímpico de adultos. Tudo isso torna o tempo de uso muito escasso para cada uma dessas atividades. Poderíamos ampliar a área de lazer e de treinos de adultos com a área disponível. Claro que precisaríamos antes construir o CT do futebol profissional. Outra problema que existe na sede do Fluminense e na área em volta é a demanda por vagas de estacionamento. Portanto, não poderia haver uma revitalização do quadro de sócios e das instalações do clube sem uma nova área de estacionamento, que serviria durante o dia para o clube e, à noite, para os moradores da vizinhança. São prédios antigos, sem garagem, e a demanda seria grande. Seria uma nova fonte de rendimentos para o clube, que sozinho não teria condições de bancar a reforma da estrutura da sede. Assim, poderíamos criar um plano com receita antecipada com a terceirização do estacionamento. Há inúmeras alternativas, e o essencial é aumentar o número de sócios, oferecer a todos melhores condições e infra-estrutura e aumentar a receita.
SF – HÁ O PROJETO DE CONSTRUÇÃO DE UM CENTRO CULTURAL PARA O FLU, DE AUTORIA DO EX-CANDIDATO A PRESIDENTE GUSTAVO MARINS, QUE SERVIRIA COMO UM MUSEU DA HISTÓRIA DO CLUBE, COMO SEDE ADMINISTRATIVA, ALÉM DE ACABAR COM O FEIO MURO QUE DÁ PARA A RUA PINHEIRO MACHADO. VOCÊ PRETENDE INCORPORAR O PROJETO?
PETER – Olha, o Fluminense precisa realmente de uma reestruturação geral. Saneamento financeiro e choque de gestão, para recuperar a credibilidade, separação do futebol do clube social e dos esportes olímpicos, que seriam reestruturados, e reforma da sede social, dinamização dos espaços não só para sócios, mas também para visitantes que gastem e garantam novas receitas. Neste quadro, é claro que o centro cultural planejado pelo Gustavo seria um ótimo ponto de partida. Teríamos ali cinema, teatro, restaurante, um museu com a história do clube, uma sala de troféus de primeiro mundo e digna da história do Fluminense. Como todos sabemos, o Flu recebeu em 1949 a Taça Olímpica, a mais importante do planeta, pelo mérito de ser o clube mais organizado do mundo. Hoje, o Fluminense é o inverso disso tudo, o reverso da medalha, um caos completo, um exemplo de desorganização. Então, o projeto do Gustavo para um centro cultural é excelente, mas precisa de um estudo de viabilidade para sua construção, e poderemos buscar incentivos fiscais com base na Lei Rouanet, de incentivo à cultura. Enfim, vamos trabalhar duro, implantar os bons projetos, o futebol-empresa, vamos buscar idéias criativas, garantir um futebol forte, estruturado e rentável, melhorar o clube social, sempre em busca do interesse do nosso cliente torcedor e do sócio do Fluminense. O Flu não pode parar um minuto sequer. Queremos formar novos torcedores, crianças que não sejam apenas filhos de velhos torcedores como hoje, e que tenham orgulho do clube, que percebam o nosso clube como uma instituição moderna e vitoriosa.
SF – VOCÊ TERIA QUADROS NO CLUBE, SÓCIOS, GENTE QUE PUDESSE E TIVESSE COMPETÊNCIA PARA PARTICIPAR DESSA REVOLUÇÃO QUE VOCÊ ANUNCIA?
PETER – Sem dúvida. Muitos estou conhecendo agora, durante a campanha, pessoas competentes, profissionais gabaritados em suas áreas de atuação e que conhecem tudo do clube, de setores do clube. Isso será fundamental, porque vamos precisar adotar medidas de curtíssimo prazo, logo na chegada, medidas de médio prazo e as principais, que serão as de longo prazo, que deixarão o Flu no primeiro nível de organização de esportes olímpicos e de escolinhas. Mas isso não é suficiente, claro. Por isso, estamos buscando fora do clube o apoio de tricolores que, ou se afastaram do clube, ou que nunca foram sócios mas gostam do Flu, e que tenham expertise, tenham competência, na área de finanças, de gestão, na área jurídica, na área de administração e estrutura esportiva, de eventos, na área imobiliária, pessoas que possam abrir portas políticas, buscar parcerias também junto a entidades públicas, governos, e também parcerias no exterior. Existe hoje uma grande atração e uma grande curiosidade em relação às divisões de base do Fluminense. Não se trata de transformar o clube em um balcão de negócios, como se diz hoje, embora a situação crítica às vezes exija a venda. Mas o jogador de talento não pode sair tão cedo do clube, como acontece agora, precisa primeiro se consolidar, dar retorno técnico, ser ídolo, conquistar títulos, antes de ser vendido. Embora a legislação atual seja muito ruim para o clube formador de talentos. Cada vez, saem mais cedo, como o Alexandre Pato, que foi titular apenas durante um ano e foi vendido ao Milan com apenas 18 anos.
SF – SÃO PAULO, CRUZEIRO E ATLÉTICO-PR CONSEGUIRAM SE REESTRUTURA COM BASE NA VENDA DE JOGADORES...
PETER – Não é bem assim. O São Paulo já estava estruturado, o que permitiu ao clube usufruir de forma saudável e positiva da venda de jogadores. O fato é que se o coração não funciona, não é possível criar ilhas de excelência dentro do clube. O coração do clube é o futebol e a gestão do futebol, o grande gerador de receitas; se estiver doente, nada vai funcionar. O São Paulo sempre foi bem administrado, construiu seu estádio ao longo do tempo, organizou-se. O Fluminense tem que começar tudo de novo, de baixo para cima, se organizar, mostrar que é capaz, responsável e que sabe cuidar bem de seu dinheiro, de seus recursos. A partir daí, podemos irradiar confiança e organização para todos os outros setores.
SF – PETER, É POSSÍVEL ATRAIR DE VOLTA PARA O FLUMINENSE GRANDES TRICOLORES QUE SE AFASTARAM, COMO A FAMÍLIA ALMEIDA BRAGA, O LUIZ ANTÔNIO ALMEIDA BRAGA, JÚLIO BOZANO, JOÃO HAVELANGE, PEDRO MALAN, LUIZ ANTÔNIO GONÇALVES, PESSOAS QUE POSSAM AJUDAR FORMANDO OPINIÃO, ABRINDO PORTAS, ACONSELHANDO?
PETER – Sem dúvida. Será importantíssimo. Pessoas formadoras de opinião, que possam abrir portas, elaborar projetos, atrair investidores, apresentar idéias criativas, e com seus conhecimentos situar o clube no mercado, serão fundamentais. Estou procurando já contato com vários desses grandes tricolores e é óbvio que, depois de tanto tempo de má administração, com a imagem negativa atual do clube, de desmandos e caos administrativo, não é fácil quebrar barreiras. Mas são pessoas sérias, competentes, com enorme credibilidade, e vamos precisar de todos. Tenho certeza de que gostam do clube, e com trabalho sério, com competência, seriedade, vontade de mudar, vamos atraí-los e eles poderão acrescentar muito ao Fluminense. Com esse apoio, vamos repor o Flu no caminho virtuoso da excelência administrativa, do pagamento de dívidas, de respeito aos contratos, de organização, da profissionalização, essas pessoas vão nos ajudar, tenho a mais absoluta certeza.
SF – É POSSÍVEL TODO ESSE PROJETO MODERNIZADOR NA ESTRUTURA VICIADA E CORRUPTA DO FUTEBOL BRASILEIRO, PRINCIPALMENTE O CARIOCA? NÃO É POSSÍVEL APRESENTAR PROJETOS DE MUDANÇA, COMO UMA LIGA NACIONAL DE CLUBES, DEIXANDO A CBF APENAS COM A SELEÇÃO BRASILEIRA?
PETER – Isso é mais para longo prazo. É preciso primeiro fazer o dever de casa, organizar o clube. Na nossa situação atual, não temos condições de liderar nada, de ser porta-bandeira de coisa alguma. Desde os anos 80 que o Flu não recolhe o FGTS de seus funcionários. Como é que podemos, em tal situação, levantar propostas de organização, de moralização? Com que autoridade? Nossa situação é muito grave, a dívida do clube é superior a 240 ou 250 milhões de reais, o balanço do clube de 2006 não reflete a realidade, está maquiado. Só depois que tudo isso estiver organizado, aí sim, poderemos nos voltar para os problemas estruturais do futebol brasileiro.
SF – PARA TERMINAR, PETER: O CONTRATO COM A UNIMED VAI ATÉ O FINAL DE 2009. VOCÊ PRETENDE MANTÊ-LO INALTERADO, OU VAI PROPOR ALGUM TIPO DE MUDANÇA?
PETER – A Unimed tem sido um parceiro excelente, inestimável, tem apoiado o clube, acreditado no Fluminense até mesmo nos piores momentos e nos piores momentos da atual administração. Este ano, 2007, a Unimed passou a não só patrocinar, mas também a gerir o futebol, a administrar e criar um embrião de estrutura de futebol profissional, o que já resultou em um título nacional, a Copa do Brasil, depois de mais de 20 anos. O Fluminense atual não consegue administrar nem mesmo sua sede, quanto mais fazer futebol profissional, que é coisa muito mais complicada. Por isso, foi uma boa solução. Estão planejando a Libertadores, e enquanto isso nós planejamos a nossa chegada ao clube, em dezembro. Mas, para o futuro, precisamos, como já disse, fazer nosso dever de casa, organizar o clube, e aí então a Unimed vai perceber que terá muito mais segurança, terá um clube diferente, organizado, confiável, que permitirá um trabalho de longo prazo, e que vai aproveitar muito melhor o investimento feito, vai valorizar muito mais cada tostão investido por ela nessa parceria.
SF – ESTAMOS ENCERRANDO, E SE VOCÊ QUISER DEIXAR UMA MENSAGEM FINAL, ESTEJA À VONTADE:
PETER – Quero deixar duas mensagens finais. A primeira delas, é a seguinte: o Fluminense precisa resgatar seus ídolos. Não apenas os atletas, os grandes atletas que fizeram a história do Fluminense, mas também os homens que construíram o Fluminense. Por exemplo, João Havelange, um homem que fez história no futebol mundial e na administração do esporte, que trouxe o futebol da Ásia, da África, para o primeiro plano, que criou a ONU do futebol. Outro exemplo é Arnaldo Guinle e sua família, que construíram esta estrutura que temos até hoje, e que foi erguida nos anos 30 e 40. Um clube que nunca recebeu qualquer benesse ou ação do governo, ao contrário. Quando o governo precisou de um estádio para o primeiro Sul-Americano de seleções, em 1919, recorreu ao Fluminense. Temos que valorizar nossos sócios ilustres, os homens e mulheres que construíram nossa história. Santos Dumont foi sócio do Fluminense. Temos que ser a vanguarda esportiva do Brasil, como já fomos um dia. O nosso Fluminense foi, durante várias décadas, o maior clube do Brasil, inclusive porque o Rio de Janeiro era a capital da República e a cidade mais importante do país. Tivemos grandes figuras, e não é esse o Fluminense de hoje. Vamos mudar isso. A outra mensagem é para o sócio e para o torcedor do Fluminense. Podem acreditar, vamos mudar a realidade do nosso clube. Vamos trabalhar duro, temos um grupo forte, unido, gente não só de dentro do clube, mas de fora também, e vamos resgatar nossa dignidade, reconstruir um Fluminense forte, vencedor e à altura de suas tradições.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


Copyright (c) 1998-2017 Sempre Flu - Todos os direitos reservados