Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Samarone
Por: Jardel Antunes Guimarães, Jorge Magalhães e Júnior Cysne (01/01/1998)

Um craque. Um grande tricolor.

Nome: Samarone
Nascimento: 1946
Cidade: Santos
Estado: São Paulo



Iniciado no futebol na Portuguesa Santista , foi adquirido pelo Fluminense em 1965 e jogou no seu time de coração por 6 anos. Aqui vocês irão ver e ouvir(no caso,trechos) uma entrevista emocionante com um dos grandes craques do passado e saber mais sobre o Fluminense dos tempos de glória. Relato de jogos , de gols, da administração do Tricolor, do "computador" José de Almeida (o verdadeiro arquivo do Flu), das suas propostas para o novo Fluminense, dos seus sonhos de um dia retornar ao clube de coração e participar da ressurreição do clube, da crença na recuperação do tricolor num curto prazo e de sua vida particular , profissão e família. Para os entrevistadores, foi comovente pela forma ardente e carinhosa de relembrar este passado do craque , cujo escudo do clube não se beijava como fazem atualmente os jogadores, pelo simples fato de que esse escudo já está impresso em seu coração e não na camisa que ostentava.

SempreFlu: Samarone, vamos voltar alguns anos ...gostaríamos de saber primeiramente, onde você nasceu ? Como foi sua infância ? Foi uma infância dificil ?
Samarone: Eu nasci em Santos em 1946. Graças a Deus eu tive muita sorte, eu era de família de classe média, os estudos me foram proporcionados, então eu fiz o primário naquela época, ginásio e científico em Santos e ingressei na Faculdade de Engenharia ...neste momento eu estava aparecendo ao futebol lá mesmo em Santos. Eu tinha feito um vestibular pra Engenharia Industrial em São Paulo. Cursei tão somente 2 meses e logo apareci para o futebol brasileiro... tinha chamado a atenção do noticiário futebolístico em função de que a Portuguesa Santista, time de Santos que na época estava na 2a divisão , e por falta de recursos , havia mesclado pessoas mais experientes com juvenis. Felizmente nós fomos muito felizes numa final dramática , emocionante e muito famosa no futebol brasileiro... foi a final da 2a divisão entre a Portuguesa Santista e a Ponte Preta em Campinas e nós fomos campeões com um gol meu. Em seguida o Fluminense veio e me apanhou em 1965. O meu curso de Engenharia eu só fui concluir mais tarde no Rio de Janeiro.

SempreFlu: Ahh ...então quer dizer que você concluiu o seu curso na Universidade do Rio de Janeiro ?
Samarone: Sim ...levaram-se dois a três anos para minha transferência, dificuldade normal para transferir quem está no 1o ano de qualquer curso. Então se levou algum tempo mas acabei transferido para Universidade Federal do Rio e lá conclui meus estudos. Me formei como engenheiro civil.

SempreFlu: Então você começou a jogar futebol mesmo em Santos ?
Samarone: Comecei futebol de pelada, na minha época proporcionava espaços e você tinha muita pelada de rua, e comecei nas divisões inferiores da Portuguesa Santista , infantil, juvenil e sistematicamente levado ao profssionalismo.

SempreFlu: Samarone, naquela época , quais eram seus idolos ?
Samarone: O meu ídolo, por morar em Santos e ter acompanhado a ascensão dos Santos - eu morava a três quadras da Vila Belmiro - e praticamente ví nascer , foi o Pelé.

SempreFlu: Como ocorreu sua transferência para o Fluminense ?
Samarone: O treinador era o famoso Tim, uma grande figura, o "El Peon", que foi um grande craque. Ele tinha um olheiro em São Paulo, um amigo dele chamado Osvaldinho. Ele já tinha indicações e com aquela final em 65 pela Portuguesa Santista e com meu gol, o Fluminense - que iniciava a Taça Guanabara de 65 e tinha tomado uma goleada histórica do Vasco de 5x0 - me trouxe em uma semana. Eu fui a pessoa contratada para consertar tudo - talvez por ser jovem , 18 para 19 anos - nessa Taça Guanabara que acabou sendo vencida mesmo pelo Vasco.

SempreFlu: E nós estamos precisando hoje de um Samarone para reerguer novamente (risos) ?
Smarone: É ...(risos) ...o Fluminense ta precisando hoje de uma pessoa guerreira, de habilidade , de toque de bola e de auxílio a armação, que está faltando no futebol brasileiro também , que hoje está uma correria muito grande , precisando assim de uma pessoa que cadenciasse.

SempreFlu: Naquela época Samarone, quais eram os pontos positivos e negativos da administração do Fluminense ?
Samarone: Naquela época o Fluminense só tinha pontos positivos, o que me surpreendeu muito na minha chegada , porque já era na época um time que tinha uma administração muito forte que se preocupava na formação dos jogadores de base. Muitos jogadores formados nas divisões de base do clube chegavam a Seleção Brasileira, casos de Marco Antônio e Denílson, coisa que hoje, eu tenho informação e tive contatos já neste presente ano e acredito muito que o Fluminense não levará 3 anos e estará na mesma condição pois tem uma estrutura em Xerém, totalmente voltada para criação de novos valores. Então eu tenho plena certeza que nós tricolores e eu sou tricolor vocês sabem, que dentro de 3 anos estaremos novamente no caminho certo.

SempreFlu: Wilton, Flávio, Samarone e Lula, que linha fabulosa hein Samarone?...atrás tinhamos o Felix , Oliveira , Galhardo, Marco Antônio , Denílson e Lulinha ...
Samarone: (interrompendo educadamente) ... inclusive o Lulinha é hoje um dos formadores de base do clube, pelas informações que tenho. Eu encaminhei um jogador de Maringá, aqui do Paraná, foi muito bem recebido, mas como menino tinha 14 anos e nós precisamos hoje de valores imediatos, então ele não ficou ,mas o caminho que o Fluminense está levando com esse trabalho, é o certo.

SempreFlu: Em 1969, o técnico era o Telê, nós fomos campeões em cima do Flamengo 3x2 ...
Samarone: ...isso, 175 mil espectadores .

SempreFlu: ...pois então Samarone, você se recorda todo esse jogo, toda aquela expectativa pro jogo, como é que você faria esse relato pra gente ?
Samarone: Lembro tudo,claro. Veja bem, foi um campeonato carioca, o Flamengo tinha um grande time e o Flamengo tinha um dos meia - esquerdas que eu reputo como ,após Pelé , o melhor...o Silva. Um time que tinha uma defesa muito aguerrida, e eles tinham o empate como benefício, então havia uma expectativa enorme. Com relação a nossa equipe, era realmente um pessoal que tinha um entendimento muito grande e nós tinhamos plena certeza de que dentro do campo nós mostraríamos condiçoes de superá-los, como nós conseguimos, apesar do time deles ser muito bom.

SempreFlu: Naquela época você também alternava com o Cláudio Garcia ?
Samarone: É ...o Cláudio ...eu tive uma distorção dos ligamentos que até hoje me incomoda inclusive, e essa distorção me deixou uns 2 a 3 meses para recuperação e felizmente o Claudio havia sido contratado , que como eu , vinha de São Paulo vencedor de um campeonato da 2a divisão , quando o nome dele veio à tona. Mas quando ele chegou - ele realmente era um jogador clássico, um jogador de toques , habilidoso - e tentou-se de todas as formas que nós dois fôssemos os atacantes, mas nunca deu certo porque precisávamos de um homem na frente e de conclusão. Mas o Cláudio sempre me substituiu a altura.

SempreFlu: Vamos relembrar um fato que me veio aqui na memória agora ...se comentava muito que você tinha as pernas grossas - mas olha que nós nao somos bichas não hein Samarone ...
Samarone: Claro, sou todo ouvidos ...(Risos)

SempreFlu: ...então você tinha que usar meias especiais pois comprimiam muito as suas pernas, isso é verdade , não era coisa de jornal não ?
Samarone: É verdade. Eu sofria muito com isso. Veja bem, hoje nós temos as multinacionais que investem no futebol , comercialmente de uma magnitude muito grande. Naquela época os materiais eram oriundos de uma única fábrica de São Paulo, você imagina, coisas artesanais né. E realmente a batata de perna doía muito.

SempreFlu: Quer dizer então que isso alterava o seu desempenho em campo?
Samarone: Eu várias vezes fiquei à beira do gramado e o Santana, o Pai Santana, hoje no Vasco, vinha com toalhas quentes e as colocava na altura da minha canela ...eu arreava as meias diversas vezes ...você não tinha essas facilidades de compra, não tinha essas fábricas, não tinha esse desenvolvimento, as multinacionais ...bem , inclusive na época também foram extraídas as minha amidalas pelo Dr. Angelo Chaves (ex - presidente do clube), tive que extrair dente, coisa que hoje é muito mais fácil né, a medicina teve uma evolução muito grande ... mas eu arreva as minha meias, arreava, arreava (risos) ...nao tinha elástico, tínhamos que amarrar com barbante e se achava que realmente poderia estar me comprimindo. Mas realmente eu sofri muito e várias vezes prejudicaram as minhas atuações.

SempreFlu: Samarone, em 1970, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, nós fomos campeões ...
Samarone: Inclusive esse é um título pelo qual nós devemos lutar porque essa Taça de Prata que no ano de 71 se transformou no Campeonato Brasileiro, foram feitos pelos mesmos times, só houve a mudança de nome mesmo ...e tem que se recordar que este campeonato de 70 foi após a volta do time Tri-Campeao do Mundo no México, a Seleção , quer dizer a nata do Futebol Brasileiro, então eu acredito que isso tem que se lutar, apesar do Fluminense já considerar em seu estádio - que eu vi no clube quando fui ano passado - mas tem que ser oficializado. Eu me considero Campeão Nacional e o Fluminense já tem isso no seu estádio de Laranjeiras.

SempreFlu: Você não acha que se a força da torcida tricolor fosse maior , esse título já estaria efetivado nas Laranjeiras , como o do Flamengo de 1987 ?
Samarone: A nossa força é muito grande ...olha eu vou te dizer o seguinte, na década de 60, foi de 65 à 71 a minha permanência no Fluminense, e pra mim particularmente, nós éramos a segunda força , pelo que representava a nossa estada em outros locais, pela torcida. Na realidade não tinhamos nem idéia que a torcida do Vasco era maior do que a nossa. Aliás, eles (o Vasco) eram considerados os nossos eternos fregueses. O Vasco depois se organizou, tendo como espelho o Fluminense. É impressionante como nós deixamos nos perder como organização. Não dá pra entender.

SempreFlu: Samarone, em 71 ...Zagalo era o técnico... disputa com Botafogo, como foi aquele lance, aquela confusão toda , o gol do Lula?
Samarone: Lembro, mas eu já não estava mais no tricolor. Isso porque devido à conquista da Taça de Prata de 70, nós fomos disputar a Libertadores de 71 e para alçar vôos maiores , o Fluminense se desfez do Telê e contratou a comissão técnica Tri-Campeã Mundial. Veio o Zagalo no início do ano ...eu posso dizer que eu era o cérebro do time ...e começamos a Libertadores da América, que era bem diferente de hoje. Nós pegamos na chave o Palmeiras, vice campeão e duas equipes venezuelanas. Nós fomos à Venezuela e ganhamos de 6x0 do Deportivo Itália , ganhamos de 4x1 do Deportivo Galícia, mas o primeiro jogo foi em São Paulo, Morumbi, contra o Palmeiras e nós também ganhamos ...3x0, 3 gols do Flávio e eu recebi o Troféu Bandeirantes porque participei dos três lances de gol, inclusive deixando o Flávio cara a cara com o goleiro em dois deles. Nós estávamos numa empolgação muito grande, fomos à Venezuela e ganhamos, como já falei . Depois voltamos pro Rio, carnaval , essa coisa toda ...ídolo do Rio e realmente pra mim ...é uma grande mágoa não ter passado pra fase seguinte dessa Libertadores porque perdemos no Maracanã (1x0) pro mesmo Deportivo Italia que havíamos ganhado de 6 na Venezuela. Na época so passava um time, que no caso foi o Palmeiras. Foi a partir dali que eu e Zagalo começamos a nos desentender , porque ele queria que eu fizesse o trabalho dele ...e eu era um 3o homem de meio-campo. Ali nós nos confrontamos e eu acabei indo para o Corinthians.

SempreFlu: Qual o clássico que mexia mais com você e por que ?
Samarone: Fla-Flu né ...por tudo que representa ainda hoje. O grande desejo era sair vitorioso sobre o Flamengo.

SempreFlu: Mas você também jogou um Fla-Flu do outro lado ...fale sobre isso.
Samarone: Foi uma situação realmente que me deixou muito apreensivo porque não sabia o que torcida acharia ...mas não houve nenhuma confusão , não houve nenhuma mancha ...o jogo inclusive foi 0x0 e poucas pessoas se lembram da minha passagem pelo Flamengo... que... foi muito curta porque em seguida chegou o Zagalo. Nós trombamos novamente e fui emprestado pra Portuguesa de Desportos. Uma curiosidade da minha passagem pelo Flamengo é que eu fui o camisa 10 e o Zico , Ziquinho na época, era o 9. A imprensa nunca divulgou isso mas o Zico ja foi camisa 9 um dia, eu era o 10.

SempreFlu: Qual a jogada ou o gol feito por você que mais marcou a sua vida ?
Samarone: São alguns gols. Um deles foi pela Portuguesa Santista naquela final da 2a divisão , que já citei antes, pois foi ele que me ajudou na minha projeção pro futebol e ascendência nacional. Outro foi num Fla-Flu quando eu peguei uma bola do meio-campo eu fui limpando , passando por Carlinhos - hoje treinador do Flamengo - passando pelo central Onça e ficando de cara com o goleiro Valdomiro, que era um paranaense. Tiveram outros jogos inesquecíveis. Um contra o Cruzeiro em 70, que nós ganhamos daquele timaço - Natal, Evaldo, Tostão, Dirceu Lopes - ganhamos de 2x1 com uma grande jogada minha.. Na verdade eu nunca fui um artilheiro. Eu tive mais participações nas jogadas , influenciando no contexto do resultado. Então todos jogos pra mim foram de extrema importância. Foi muito maravilhoso pra mim a minha passagem pelo Fluminense, eu só tenho grandes lembranças, imagens lindas , só recordações maravilhosas. Foi um momento, uma época que era uma honra ser tricolor, o que não acontece hoje. Mas como eu já lhes disse ...eu tenho plena convicção de que , pelos contatos que tive, devido ao trabalho que estão fazendo, que em 3 anos, acredito que estaremos no caminho certo.

SempreFlu: Naquela época, os comentaristas falavam muito da sua inteligência ...você era inclusive muito elogiado por João Saldanha, grande cronista esportivo ...falavam inclusive que você marcava durante o jogo o reloginho que tinha no placar do Maracanã, nos fale sobre isso.
Samarone: É , naquela época havia uma carência muito grande na preparação física. Só foi melhorar mesmo depois de 69 com a chegada do Almir de Almeida, Parreira ...eu tinha problemas de perna curta, talvez muita musculação, nao sei ...ou um peso muito grande ósseo , e acredito que a preparação física minha não seria das mais adequadas e por isso eu nunca estaria no meu limiar, então ficava de olho no relógio pra dosar meus piques dentro de campo.

SempreFlu: Falando sobre convocações de Seleção Brasileira. Muitos comentaristas falavam - e isso ainda existe até hoje - que vem acontecendo uma certa politicagem ...alguns jogadores de certos clubes privilegiados , tal ... o que você acha disso ?
Samarone: É , hoje os interesses são maiores né . O que não acontecia na minha época. Na minha época eram realmente os 11 melhores.

SempreFlu: Sim ...mas o João Saldanha considerava na época, uma injustiça você não ser convocado ...você só foi convocado uma vez não é isso ?
Samarone: É, eu só fui uma vez ...mas eu realmente sou consciente. Era muito difícil . O material humano da época foi um dos melhores. Não tenho nenhuma mágoa quanto a isso. Não me acho um injustiçado. Sou muito feliz de ter jogado nessa época de safra maravilhosa e ser reconhecido como ídolo.

SempreFlu: Na sua opinião qual foi o grande jogador tricolor que jogou na sua época ?
Samarone: E´, eu joguei no Fluminense durante 6 anos, poderíamos citar vários: o Altair e ...Denílson né. Posso dizer também o Flávio, claro...o time de 69 né... Wilton , Cafuringa ...grandes jogadores !!!

SempreFlu: Certo ...qual foi seu grande momento no Fluminense ?
Samarone: Bem ...durante 6 anos felizmente eu fui o ídolo do Fluminense. Grandes momentos nós tivemos em 66, quando fomos campeões ...então , foi a Taça Guanabara de 66, o Carioca de 69 - esse então já comentado por nós - e o Nacional de 70. Foram 4 anos de felicidade né. Apenas em 67 e 68, um período que tivemos muitas mudanças, mudanças de técnicos...passou por lá o Evaristo que ao invés de construir, tão somente destruiu ...então esse período não foi muito bom.

SempreFlu: Samarone ...teve uma ocasião que você recebeu o apelido de "Engenheiro da Catimba" ...porque motivo ?
Samarone: Primeiro né (risos) porque eu fazia Engenharia. Outra por causa do apelido de "catimbeiro" dado pela imprensa né. João Saldanha, Rui Porto ...aquela imprensa maravilhosa, inteligente , radiante, iluminada ...Nélson Rodrigues, Sérgio Porto também, que era Fluminense ...ahhh, temos que resgatar tudo isso né, foi uma época maravilhosa ...(agora ele faz uma pausa e faz um "revival" da época, fala em ditadura, censura... lembra Chico Buarque , Elis Regina) ...nós temos 8 milhões de torcedores, temos que resgatar tudo isso.

SempreFlu: E ... você continua exercendo Engenharia ?
Samarone: Sim , exerço até hoje. Bem, eu até me contesto, porque naquela época ou se fazia Medicina ou Engenharia, quem porventura tivesse condições de estudo. As opções eram muito poucas .

SempreFlu: Samarone... e esse seu coração, ainda bate forte pelo Fluminense ?
Samarone: Muito muito forte, muito forte ! Impressionante ,principalmente depois de ter jogado no Fluminense e esse contato com vocês também ,tricolores maravilhosos, olha e tenho plena certeza (pausa) ...engraçado, hoje futebol é uma forma de vida né mas eu não ganhei nada com o futebol depois que sai ...mas eu tenho assim uma coisa ...algo me diz , não sei, que eu ainda vou ajudar a levantar o Fluminense , que eu vou voltar ao futebol, que eu vou ser o treinador e que eu vou levantar o Fluminense !!! Eu quero voltar ao futebol, fazer alguma coisa relacionada à futebol. Eu penso ainda, de repente eu subindo o túnel e o pessoal gritando "Fluminense". Tomara que eu possa dar mais um pouquinho de alegria ao coração de todos tricolores. Eu tenho esse desejo sabe ...(neste momento o entrevistador visivelmente emocionado ...)

SempreFlu: ...você está me fazendo chorar aqui, você está me fazendo chorar aqui ...
Samarone: ...mas eu tenho esse desejo muito grande ...engraçado ...a vida pra mim foi tão boa, tão maravilhosa ...quem sabe ela me reserva uma surpresa novamente né ? Ainda estou com saúde , disposição ...tomara que seja pelas minha mãos né, pra levantar essa galera do Maracanã ! É um sonho né .

SempreFlu: Capacidade você tem e nós acreditamos nisso.
Samarone: Eu espero que eu colabore para que esse time volte a ser como antes porque olha como você está chorando aí, eu também estou chorando aqui ...porque eu não admito que nós possamos estar passando por todas essas coisas ruins, esses achincalhos ...po nós somos uma nação , somos tricolores né ...vamos torcer para que as coisas aconteçam. Mas eu te dou 3 anos pra nós estarmos levantados.

SempreFlu: (Agora com outro entrevistador - Junior Cysne) Eu queria relembrar um fato, Fluminense x Bahia , Campeonato Brasileiro de 88 , semi-final, numa quarta-feira à noite no Maracanã ... estava eu ,você, meu pai e meu irmão João ...e quando o Fluminense entrou em campo , você se emocionou muito, você se lembra desse fato ?
Samarone: Lembro demais né. Eu me emociono sempre com o Fluminense. Hoje e sempre vou me emocionar, vendo esse time entrar em campo lutando para que permaneça essa imagem ...e lembrar de você um menino, puxado pelo pai né que nos acompanhava e só tinha vitórias , só coisas boas ...é isso que temos que passar a toda essa nação tricolor. Eu já disse que em 3 anos estamos de volta ao pódium .

SempreFlu: Eu falo isso né Samarone porque a gente presenciou tudo isso. Naquela época que eu era mascote, o "Pato Rouco" ...eu via os jogadores se emocionando, com amor à camisa né ...
Samarone: Era só alegria. Nós não podemos sofrer mais não. Nós somos um time de elite.

SempreFlu: (Agora, de volta com o entrevistador original - Jardel Antunes Guimarães) -
Samarone: E nós temos que passar com esta reportagem de vocês que nós somos vitoriosos e não temos culpa de más administrações. Essa imagem que nós temos que passar pros meninos novos de hoje para que se empolguem e acreditem. Mas precisamos da resposta das pessoas que estão nos dirigindo né.

SempreFlu: E se você voltasse, como já disse que gostaria, quais seriam suas propostas, o que você gostaria de implantar , desenvolver no Fluminense para que anós atingíssemos esses patamares de glória novamente ?
Samarone: Teríamos que juntar o conhecimento do que foi o Fluminense. Mesclar trabalho de base , mesclar base com experiência ...mas fazer uma coisa honesta né ...sem aproveitadores, sem aquelas "transações", sem esquema, sem depender de empresários .Com um material humano e pessoas com seriedade , de conhecimento e com amor o Fluminense. É só resgatar isso. Esse time é fabuloso. Não é possível. Será que o Santana enterrou um sapo nas Laranjeiras ? (risos) Precisamos de organização. O que nos levou a essa situação de hoje foi a entrada de aproveitadores no Fluminense. É so reorganizar.

SempreFlu: Bem , queríamos fazer uam pergunta sobre o final da sua carreira ...Você encerrou a carreira em que time ?
Samarone: Eu encerrei no Flamengo. Eu sai do Fluminense para o Corinthians devido ao problema com o Zagalo né. Contrato de 2 anos mas em 6 meses o Flamengo me apanhou . Fiz um contrato até dezembro de 73 , mas tive uma segunda hepatite no início de 72 e por aconselhamento médico eu parei tudo. Mas estamos vivos né. Eu vou ter que dar alguma coisa para que esse time se reeguer. De um jeito sonhador ou não sonhador eu te prometo e espero convocação para dar o minimo ou o maximo para que o Fluminense volte a ser o que foi.

SempreFlu: Pra encerrar , nós gostaríamos que você deixasse uma mensagem para a torcida tricolor .
Samarone: Eu , como tricolor que sou, queria dizer a toda esta nação que realmente ...que não esmoreçam, que acreditam num trabalho que me parece estar acontecendo e como eu lhe dizia, acredito que num prazo de 3 anos estaremos so dando emoções, só alegrias ...desde que todos se irmanam. Espero que vocês tenham o reconhecimento por parte da diretoria e que sejam ouvidos também.

SempreFlu: (Novamente com Júnior Cysne) Samarone ...ficamos muito honrados de você ter feito essa entrevista ...
Samarone: Olha ...vocês me emocionaram ...eu que tenho que agradecer a vocês pelo reconhecimento e pela lembrança e repito, ainda tenho este sonho ...que eu ainda vou levantar esse time, que vou estar lá naquele túnel, levando esse time a grandes glórias.

SempreFlu: Grande abraço e saudações tricolores.
Samarone: Saudações Tricolores.

A SempreFlu agradece a todos que participaram e fizeram com que esse grande craque e ídolo do Fluminense nos desse esse relato de grande valia para toda torcida tricolor.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
 
  


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