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Como Lutamos Para Perder! Cinco Meses De Atrasos Salariais! (03/11/2018)

O nosso destino será mesmo esse até o final do ano. Uma pequena euforia aqui, mas muita raiva logo adiante. O fato é que o nosso time é tecnicamente muito ruim, e quando joga com o freio de mão puxado, não é páreo nem para o Paraná Clube, como já comprovamos no primeiro turno.

Alguns símbolos da nossa tragédia são o pior camisa 10 que vejo no Flu desde 1996/97, o tal de Rúnior Sornoza, e o técnico Marcelo Oliveira. Certamente um homem sério, correto, mas um covarde, limitado e preguiçoso como treinador. A outra desgraça a se abater sobre o clube é presidente.

A frase é velha, mas cabe neste momento: poderíamos ter jogado 24 horas seguidas contra o Vasco que, ainda assim, não conseguiríamos marcar um reles golzinho. E nem eles. A diferença é que o ladrão paulista viu a bola na mão do Paulo Ricardo, mas ?não viu? o pisão violento do vascaíno, que chegou a tirar de campo o Matheus Alessandro.

Não podemos nos iludir com a caminhada quase heroica na Sulamericana. O Fluminense não é só tecnicamente ruim e pouquíssimo inteligente individualmente. É muito mal treinado também. Enormes buracos no meio de campo, com um bolo na defesa, Sornoza se arrastando e se escondendo da bola, e dois atacantes parados lá na frente.

Richard e Sornoza são lamentáveis. Custam a acertar um passe, e quando o fazem, param no lance, como se nada mais lhes coubesse fazer. Eles não dão dinâmica ao time. E o mais dramático: Sornoza, quando erra o passe (o que quase sempre acontece), dá aquele sorriso idiota e põe as mãos nas cadeiras.

E mais: jogadores absurdamente distantes uns dos outros em campo. Todo passe é difícil, porque há sempre adversários no caminho. Não há compactação. E a lentidão nos contra-ataques é irritante. Esse jogo com o Vasco deveria ter sido decidido no primeiro tempo. Os vascaínos estavam pedindo para perder.

Para nossa tristeza, o nosso time estava mais empenhado na derrota. Como futebol-totó, nossos atletas parecem plantados no chão, com raízes. Ninguém se desloca. O Leo recebia na ponta e nenhuma alma piedosa se aproximava para ajudar, receber o passe.

O meu amigo Fran me convenceu: nossos técnicos são preguiçosos. É preciso que esses caras mostrem para os jogadores, em um telão, os erros táticos do time, se o treino é matinal, que façam isso à tarde, ou antes dos treinamentos, sei lá.

Richard, Jadson e Sornoza precisam entender que o jogador tem que se oferecer para receber o passe, se deslocar. Não adianta explicar isso no gogó. É preciso acrescentar a imagem, repetir, mostrar.

É preciso corrigir as deficiências dos jogadores mais jovens, como Matheus Alessandro e Ayrton Lucas, que são capazes de evoluir. Mas continuam afobados na hora de finalizar ou dar aquele último passe para um colega.

Ainda sobre o Sornoza: o cara se esconde o jogo todo, se arrasta em campo, não pega na bola, não acerta um passe e nem um chute. Na hora do apito final, porém, resolve brigar! Ainda bem que foi expulso, o Marcelo terá que pôr alguém que ao menos corra.

E por que o nosso treineiro sumiu com o Marquinhos Calazans, nosso melhor meia-atacante? Sentiu o joelho operado?

E estamos completando cinco meses de direitos de imagem atrasados e dois meses de salário de carteira! Tempo de celebrar! Pedro Abad quer igualar os recordes de Gil Carneiro de Mendonça e Álvaro Barcelos, seus parâmetros como dirigente esportivo.

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