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Orgulho Desses Guerreiros (31/10/2018)

Como disse antes, zebra é o time que vence quando ninguém acredita. Mas desacreditar da pesada camisa tricolor não é bom. Foi uma vitória na base do esforço físico, da vontade, da garra, embora falte talento e lucidez. Mas isso não interessa agora.

Interessa é que esses caras honraram a nossa camisa, mesmo sem ver a cor do dinheiro há quatro meses. Jogaram como homens, com caráter e dignidade, e é isso que importa para nós. Desde 2009 não chegamos tão longe em uma competição sulamericana, e aquele, daquele ano, era o Time de Guerreiros.

O maior obstáculo será, sem dúvida, o time brasileiro que vamos encarar na semifinal, o Patético-PR ou o Bahia. Os outros times são tão ruins quanto o Nacional de Montevidéu: Santafé, Junior Barranquilla ou Defensor Y Justicia, um desses vai à final.

Não precisávamos levar tanto calor no final. Matheus Alessandro poderia ter entrado antes. Ele tem graves deficiências, como a dificuldade para matar lances de gol fáceis, como o que desperdiçou, no finalzinho do jogo. Mas poderia ter liquidado o jogo antes.

Também não entendo por que Marquinhos Calazans não tem sido utilizado pelo Marcelo Oliveira. É, fácil, nosso melhor meia atacante. Mas não é hora de reclamar, e sim de homenagear esses nossos guerreiros sem salários.

Eles nos encheram de orgulho, tanto quanto a diretoria nos mata de vergonha. Recomendo aos amigos, como diversão sádica, que entrem na página no Nacional de Montevidéu. A bronca dos Hermanos com o próprio time e com a diretoria é comovente.

E mando aqui meu carinhoso e caloroso abraço aos queridos amigos Daniel Macri e Francisco Legnani, os Fluruguaios ? autênticos guerreiros tricolores.

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