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Ceará - Falsos Jornalistas (25/10/2011)

Vai ser uma dureza! O time do Ceará que vimos contra o Flamengo e nos últimos jogos, com jeito de já rebaixado, não vai ser o mesmo no próximo sábado contra o Flu.

Em primeiro lugar, trocaram o técnico. Saiu o Estevam Soares, que tem um viés autoritário, de quem os jogadores não gostavam, e entrou o Dimas Filgueiras Filho, uma espécie de Milton Cruz ou Andrade deles ? é funcionário permanente do clube e sempre assume interinamente.

E Dimas conhece bem o elenco, o clube, e tem a estima e a boa vontade dos jogadores, que vão ganhar ânimo renovado. Como Milton Cruz, Carlinhos Violino, Andrade, o falecido Alcir Portela, do Vasco.

Certamente vai reabilitar jogadores, como o banido centro-avante Marcelo Nicácio, forte, rápido e bom cabeceador.

Sinal de complicação para nós. O Dimas foi lateral esquerdo das divisões de base do Botafogo no começo dos anos 60 do século passado, os ?juvenis?, como se dizia então.

Nunca foi titular, mesmo sendo bom jogador, porque quando Nilton Santos parou, em 63, havia o pernambucano Rildo. As divisões de base do Botafogo, na época, eram talvez as melhores do Brasil ? antes da decadência, que começou no fim dos anos 60.

Não importa, temos que ganhar do Ceará de qualquer jeito, é daquelas partidas em que não é aceitável nem mesmo um empate.

Estamos quase sem chances de título por causa das duas derrotas para o Bahia, para o Atlético-MG, para o Flamengo. Eram jogos em que não podíamos perder os dois confrontos diretos com cada um.

Nenhum time que quer ser campeão, repito, poderia ter perdido duas vezes para o Bahia, o Atlético Mineiro ? e, cá entre nós, nem para o Flamengo. Pelo menos uma vitória em cada um desses jogos, atuando em casa, nos daria hoje nove pontos a mais e a liderança.

Pagamos também o preço do mau início de campeonato ? o São Paulo, por exemplo, não ganha há vários jogos, mas está no páreo por causa do início de campeonato com cinco vitórias seguidas, inclusive contra o Flu no Engenhão.

O que de pior poderia nos acontecer agora seria a contusão, nos treinos da semana, de um dos zagueiros que sobraram, do Fred ou do Marquinho.

Por favor, Abelão, treine este time, bolas paradas, ultrapassagens, contra-ataques rápidos, saídas de bola eficientes!
CONFUSÃO COM A MÍDIA

Acho que o foco da briga do tal conselheiro, da torcida e mesmo do clube com repórteres que cobrem o Flu está desfocada.

É perfeitamente legítimo e jornalístico subir o Pão de Açúcar para fotografar ?treino secreto?. Nada de mais, o repórter está no papel dele, é para isso que é pago.

O que é absurdo, antiético, inaceitável, são as distorções, a má-vontade contra o clube, deliberada, acintosa, de locutores, comentaristas, colunistas e até repórteres-setoristas.

Agem como torcedores, falseiam com a verdade, abordam apenas o lado negativo de tudo.

Por exemplo: no Fla-Flu (aliás, em todos eles), vemos repórteres de jornal, rádio e tevê vibrando em campo quando o Flamengo marca um gol no Flu. Jogam microfones para o alto, gritam, torcem deslavadamente.

As narrações de locutores quase sempre são contrárias ao Flu, assim como os comentários. Mesmo quando jogamos em casa contra um time de fora.

Contra o Flu, enxergam pênaltis que não aconteceram e fazem o contrário quando o pênalti (coisa rara de acontecer!) é a nosso favor.

Cada gol ou jogada de ataque do Flu é minuciosamente analisada por tira-teimas e comentaristas, sempre à procura de um impedimento, uma irregularidade. O contrário não acontece.

Quem mora fora do Rio e não lê os chamados ?jornais populares? como o Extra e outros lixos semelhantes, não tem idéia do ?flamenguismo? que perpetram ? no dia seguinte ao Fla-Flu, por exemplo, chegava a ser escandaloso.

Nenhum clube do Rio é arrasado por idiotas como o tal Eraldo Leite e outros em suas verborragias, nenhum é chamado de ?timeco? ou tripudiado como o Flu.

Quando o Flu perdeu a Libertadores para a LDU, um troglodita chamado Carlos Eduardo Mansur assinou um artigo comemorativo em ?O Globo?, intitulado ?Enfim as coisas voltarão ao normal?, ou coisa assim. Disse que, finalmente, o Flamengo voltaria a ser manchete.

Nenhum jornal de São Paulo faria uma coisa amadorística e antiética assim contra qualquer dos clubes grandes de lá.

Só no Rio é permitida essa tentativa de destruição da imagem de um clube, por interesses diversos ? dos mais obscuros e sujos aos mais imbecis, como o fato de que o pseudo-jornalista torce pra outro clube (adivinhem qual!).

Dos grandes centros de futebol, o Rio de Janeiro é o único em que a edição online do maior jornal dá mais espaço ao futebol paulista do que aos clubes cariocas ? exceto o Flamengo, claro.

Quem acessa o GloboEsporte.com imagina que O Globo seja um jornal paulista.

A título de comparação, acessem um site da Folha ou do Estadão, e comparem o espaço dedicado aos clubes paulistas àqueles de outros estados. Nem mesmo o Flamengo tem espaço superior a qualquer clube de São Paulo.

Deixem um antiácido à mão e assistam a qualquer mesa redonda em que estejam presentes elementos como Telmo Zanini (a Tia Velha), André Rizek, Renato Maurício Prado, Márcio Guedes, Fernando Calazans ou Lédio Carmona.

Talvez um antiácido seja pouco. Sempre que o Fluminense for comentado, será de forma destrutiva, negativa ou depreciativa.

Não conheço caso, em todo o mundo, de perseguição movida contra um jogador pela imprensa como aconteceu no caso do Fred com o caipisaquê.

Há mais de um ano, o tal ?colunista popular? de O Globo, na verdade, um torcedor vulgar de botequim, vem divulgando mentiras e exageros sobre o Fred.

O ?Extra? comprou a brincadeira, assim como alguns dos subprodutos do tal ?calunista?. Até chegar-se ao ponto de repórteres mobilizarem torcedores para dar ?flagrante? no Fred em um determinado bar, vasculharem a conta que ele pagou etc. Caso de polícia. Isso não é jornalismo!

Tudo isso, é claro, criou entre a nossa torcida (e talvez entre os jogadores) uma certa prevenção contra essa coisa chamada ?imprensa esportiva? ? e a brasileira é a pior do mundo, creiam.

Somos tratados como inimigos, e por isso a visão negativa que temos dessa gente.

Nada a ver com ?autoritarismo?, ?contra a liberdade de imprensa?, nada disso. Quando a coisa transborda, como naquele episódio do tal conselheiro, vem de forma inadequada e pelo motivo errado.

O repórter tem, sim, direito de fotografar treino secreto da forma que puder.
O que não pode é, durante o trabalho, comemorar gol do adversário, distorcer fatos, perseguir jogadores em sua vida particular, mentir descaradamente.

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