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Justiça Altera Regras Do Ato Trabalhista. Parabéns Gestão Horcades, Vocês Conseguiram ! (27/09/2007)

Caros Tricolores,

Em meados de 2003, durante a gestão David Fischel, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) fechou um acordo conjunto com Flamengo, Fluminense e Botafogo.

Este acordo, então chamado de ATO TRABALHISTA, foi criado para evitar a constante asfixia financeira que estava ocorrendo nestas agremiações, com gigantescas penhoras dos credores trabalhistas sobre toda receita que chegava ao caixa, provocando atraso de salários e não permitindo um planejamento mínimo na parte orçamentária. O acordo de 2003 pode ser acessado na íntegra no seguinte link : http://www.trtrio.gov.br/Normas/TRT/AtosPresidCorreg/AtoPC2003-2772.htm

O acordo era simples mas bastante efetivo, oportuno e essencial para os clubes : ele obrigava a retirada de 15% de toda receita que entrasse no caixa dos clubes, destinando-a a um fundo garantidor para o pagamento dos credores. Basicamente, os credores com processos trabalhistas já executados eram organizados numa fila e recebiam seus créditos ao longo do tempo.

=> Mas aí veio a gestão Horcades...

Lembram do ?maravilhoso planejamento de 2006? que culminou com a demissão de 6 comissões técnicas ? Pois bem, NENHUM profissional recebeu suas verbas rescisórias.

O mesmo aconteceu com todo e qualquer funcionário que foi dispensado na gestão Roberto Horcades, desde porteiros e manobristas até jogadores e gestores de departamentos. Logicamente, todos estes funcionários dispensados desde 2005 (e foram muitos) buscaram seus direitos através da Justiça do Trabalho.

Então, o TRT-RJ percebeu o seguinte : a ATO TRABALHISTA, acordo criado com intuito de facilitar o pagamento dos clubes, estava servindo como subterfúgio para que a diretoria atual do Fluminense não pagasse verbas rescisórias a mais ninguém. E o passivo trabalhista, em vez de diminuir, só aumentou neste período.

=> O resultado da irresponsabilidade

No final de setembro de 2007, tomando conhecimento do uso indevido do ATO TRABALHISTA, a Presidente do TRT-RJ revisou as regras iniciais previstas para os clubes. No caso do Fluminense, a dívida total foi calculada e o clube apenado a pagá-la em apenas 5 anos, o que representa a bagatela de R$ 716.000,00 mensais.

Além disso, este parcelamento servirá apenas para os processos já concluídos. Os processos em andamento ficam fora do ATO TRABALHISTA, portanto, o risco de penhoras diretamente no caixa do Fluminense voltou a exisitir por conta de irresponsabilidade da gestão Horcades.

Com as receitas atuais, a despesa de R$ 716.000,00 mensais se torna impossível de ser paga. E mesmo que fosse possível, ela asfixiaria financeiramente as próximas duas gestões, independente de quem seja eleito o Presidente.

A participação do Botafogo no ATO TRABALHISTA também foi revisada de forma semelhante, mas o Flamengo aproveitou a oportunidade oferecida pela Justiça e quitou quase a totalidade do seu passivo trabalhista. Infelizmente para nós, o problema que era de 3 clubes agora passou a ser de apenas dois, o que diminui ainda mais o nosso poder de renegociação.

=> O desespero de uma gestão que não se planeja e vive de bravatas

Na reunião do Conselho Deliberativo ocorrida em 25/09/2007, ao ser questionado sobre a questão, o atual Vice-Presidente de Finanças Carlos Henrique Ferreira disse que ?não tem solução para este problema. Não sabe o que fazer.?

De uma hora pra outra, surgiram as seguintes despesas :

1) R$ 600 mil por mês de encargos correntes, que hoje não são recolhidos mas que são exigência para manutenção de qualquer clube no parcelamento fiscal da Timemania. Se for excluído do programa, o Fluminense perde a oportunidade única oferecida pelo governo para resolver o seu problema fiscal.

2) R$ 715 mil por mês referentes à parcela fixa do passivo trabalhista, segundo a pena do TRT-RJ que extinguiu o ato trabalhista.

Aonde o clube vai arranjar orçamento para honrar estes compromissos ?

E ainda somos obrigados a ler bravatas como as que o Sr. Horcades proferiu na recente entrevista do jornal O Globo : ?Quitamos nada mais nada menos que 30 milhões em dívidas passadas?...tsc, tsc, tsc., a incompetência é evidente até na hora de mentir...

Independente de quanto foi pago referente às dívidas passadas, o passivo trabalhista, cível e fiscal gerado na gestão Horcades supera e muito este montante, segundo números fornecidos pelo próprio Fluminense em seus balanços de 2005 e 2006 e no parecer do Conselho Fiscal de 2006 (confiram os meus artigos anteriores). Mas o atual Presidente prefere continuar passando a impressão de que sua gestão vive ?no país das maravilhas?.

=> Um pedido de reflexão

Prezado tricolor, o Fluminense que todos enxergam hoje em campo, conseguindo alguns bons resultados em 2007, é a parte saudável do clube, bancada integralmente pela Unimed que é o nosso último esteio financeiro.

Não é difícil perceber que o título da Copa do Brasil foi conquistado apesar de Horcades & Cia, e não por causa deles. Enquanto os gestores do departamento de futebol eram escolhidos pela diretoria atual tivemos péssimo planejamento, 6 comissões técnicas diferentes e ameaças de rebaixamento no ano de 2006. Foi preciso a Unimed intervir e colocar seus próprios gestores para que o resultado aparecesse.

O precioso parceiro paga da contratação e salários dos jogadores até a remuneração de gestores como Branco e Fernando Gonçalves, passando por toda a comissão técnica. E está garantido por contrato até o fim de 2009, independente de quem seja o Presidente.

Não é possível que o sócio e o torcedor não percebam que a gestão financeira e administrativa do clube é amadora e irresponsável, o que coloca em risco o futuro da instituição para as futuras gerações.

Para finalizar uma lembrança que considero pertinente : em 1996 houve uma encruzilhada no destino do Fluminense, mas os então conselheiros preferiram eleger Gil Carneiro de Mendonça numa eleição contra o inesquecível José Carlos Villela. A torcida infelizmente pagou o preço e acabamos na Série C. Pois bem, hoje o estatuto mudou e quem vota são os sócios, mas é bom registrar que o mesmo grupo recheado de não-tricolores que foi decisivo para eleger o Gil Carneiro naquela oportunidade é hoje a principal base política para reeleição do Horcades.

=> A alternativa Peter Siemsen

Em novembro de 2007 o Fluminense estará novamente em frente a uma encruzilhada parecida: de um lado a manutenção da mediocridade, da incompetência e do descompromisso com o futuro da instituição. Do outro, a modernidade, a juventude e a mudança de paradigma administrativo, focado em gestão profissional e responsabilidade financeira.

Diversas correntes vem se unindo em torno da candidatura Peter Siemsen, nome que aparece como a principal alternativa para oposição devido à sua credibilidade no meio empresarial, o dinamismo que seus 40 anos lhe permitem e à sua especialidade profissional em Direito Financeiro, renegociação de passivos, análise de contratos, direito autoral, marcas e patentes. Maiores detalhes em www.peterpresidente.com.br >> Quem é Peter Siemsen.

Caberá ao próximo Presidente a ingrata tarefa de tentar desfazer os absurdos cometidos pela gestão atual. Mas felizmente muita gente já está percebendo que IRRESPONSABILIDADE TEM LIMITE !

Sds Tricolores

Danilo Soares Félix
Analista de Sistemas - PETROBRAS
Sócio Proprietário do Fluminense F.C.

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