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Nome:Paulo Sergio Magalhaes    
E-mail:psmflu@yahoo.com.br    
Cidade:Rio de Janeiro-RJ  Data:22/12/2025 às 08:07
Post de Paulo Brito no Twitter:
"A história não contada sobre a saída de Thiago Silva do
Fluminense

O Fluminense se despediu, nesta semana, de seu principal
líder dentro de campo. Em comum acordo com a diretoria
tricolor, o zagueiro Thiago Silva rescindiu o contrato seis
meses antes do fim do vínculo, sem custos para o clube. A
justificativa oficial foi a saudade da esposa e dos filhos,
que residem na Europa. No entanto, embora legítima, essa
razão não explica sozinha a antecipação da decisão. Outros
fatores, ligados diretamente ao projeto esportivo e às
escolhas institucionais do clube, pesaram de forma decisiva.

Quando o projeto foi apresentado a Thiago Silva, em 2024, a
promessa era clara: a montagem de um elenco competitivo, com
jogadores vencedores e protagonistas — ao menos um em cada
setor do campo. A realidade, porém, foi bem diferente logo
na chegada. O zagueiro desembarcou em um ambiente de
instabilidade, com a equipe lutando contra o rebaixamento, e
precisou assumir imediatamente um papel de liderança
extrema, dentro e fora de campo. Foi peça central na
permanência do clube na Série A e, a partir dali, passou a
defender a necessidade de qualificação do elenco, sobretudo
com a inclusão de atletas mais jovens e capazes de sustentar
um projeto de médio prazo.

Mais um ponto a destacar é que, em sua chegada, Thiago Silva
também aceitou uma redução salarial significativa, baseada
nas informações recebidas sobre a real condição financeira
do Fluminense. O gesto não foi apenas contratual, mas
simbólico: uma aposta no projeto. Contudo, ao longo da
temporada seguinte, essa percepção começou a mudar. A
sinalização de um pagamento mensal em torno de R$ 2 milhões
para Rony - mais do que o dobro do que recebia o próprio
Thiago - alterou completamente o cenário. Não se tratava de
disputa salarial ou vaidade pessoal, mas de uma leitura
objetiva sobre prioridades. O clube demonstrava capacidade
de investimento elevada, inclusive com cifras próximas de R$
50 milhões em negociações de atletas como o atacante do
Atlético-MG, mas sem que isso se traduzisse,
necessariamente, em protagonismo esportivo ou em um elenco
equilibrado.

Essa lógica se repetiu em outras movimentações de mercado.
Após o encerramento da Copa do Mundo de Clubes, na qual o
Fluminense terminou em quarto lugar, havia a expectativa
interna de que, finalmente, seria formado um grupo mais
forte e consistente. O que ocorreu, no entanto, foi o
oposto. A saída de Árias fragilizou ainda mais o time,
enquanto as chegadas de Soteldo e Santi Moreno, que custaram
mais de R$ 55 milhões aos cofres do clube, tiveram impacto
esportivo mínimo, com pouquíssima utilização em campo.

A soma desses fatores unido ao desgaste emocional provocado
pela distância da família, a frustração com a condução do
departamento de futebol e a sensação de sobrecarga por
assumir sozinho o papel de cobrança interna, funcionou como
estopim. Amparado por uma brecha contratual prevista desde o
início do vínculo, Thiago Silva optou por antecipar sua
saída. O comportamento interpretado por muitos como
“ranzinza” era, segundo pessoas próximas ao jogador, apenas
reflexo de exigências por mais organização, planejamento e
um elenco verdadeiramente homogêneo. A própria esposa do
jogador, Belle Silva, seu pistas nas redes sociais (ver
anexo) que não se tratava de uma ruptura de contrato somente
pelas saudades.

No Porto, clube que o anunciou neste sábado, o zagueiro
encontrará um cenário distinto. O salário será quase três
vezes superior ao que recebia no Fluminense, além de
benefícios como moradia e outras garantias contratuais. O
acordo inicial é de seis meses, com possibilidade de
renovação por mais um ano mediante o cumprimento de metas
esportivas.

Embora a família do atleta resida na Inglaterra e ele tenha
optado por Portugal, a escolha também passou pela logística.
A distância entre Porto e Londres é pouco superior a 2 mil
quilômetros, o que representa cerca de duas horas e meia de
voo comercial, permitindo visitas frequentes, inclusive em
fins de semana ou até em deslocamentos rápidos. Seus filhos,
Isago e Iago, atuam nas categorias de base do Chelsea (ING).

Torcedor declarado do Fluminense, Thiago Silva seguirá
acompanhando o clube à distância e torcendo pelo
bicampeonato da Libertadores. O atleta confessou a pessoas
próximas que conquistas desse porte se tornam mais difíceis
quando as políticas de contratação não caminham com clareza
e quando a responsabilidade por cobrar excelência recai
quase exclusivamente sobre um único líder no vestiário -
que, muitas vezes, acaba sendo responsabilizado justamente
por exigir o melhor do clube que escolheu defender."

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Totalmente lógico. O boçaloide em geral, grande maioria,
prefere tomar as dores do dirigente, condenando o jogador
por ficar puto com mentiras e promessas de dirigentes mal
intencionados.

Thiago Silva honrou o Fluminense com sua luta e empenho.
Perdemos um grande jogador por pura incompetência e má fé de
dirigente baixo nível.

Restou esse elenco merda, com raríssimas exceções.

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